sexta-feira, 26 de setembro de 2014

- To até agora com o livro pra te dar.
- Hahaha. Qual?
- O que roubei pra ti em Montevidéu. Demian, do Hermann Hesse. Soou até poético.

Pena não ter cruzado o Prata a nado
Pues plata no había
Para ver mi negrita
Que estava do outro lado

Aí fiquei ao léu, com o Leo,
Vadiando, lamentando,
Mirando o poente melancólico de Sacramento

Pensando o próximo encontro,
Talvez no Porto
Talvez em los Aires
Seja lá onde estiver o colchão
Que registra nossos orgasmos
Nos abracemos às ganas de nos acabarmos
Em noites deliciosas

Que nossas memórias marcam.



domingo, 21 de setembro de 2014

sábado, 20 de setembro de 2014

14 de Maio de 2014

[Esses dias eu pensei que a gente tem nomes perfeitos para um par de velhinhas inglesas. daquelas que tomam Earl Gray às 17h, cercadas por gatos, louças de porcelana, retratos de velhos e familiares e novelos de lã, falando do jardim florido do vizinho, do casamento do príncipe Harry, com o buço por fazer, coques e mais uma série de características estereotipadas.

...exceto pelo sapatalk e por estarmos conspirando contra a Copa.]

Atualmente, penso que não temos potencial para nos imaginar juntas por um tempo insondável. 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

o vírus do amor romântico

da harmonia cósmica,
às bobagens ditas e astrologia de mesa de bar
e, finalmente
os momentos de exaltação e cólera.

embriagada e quase delirante, declarei:
- como eu sei que nos queremos, mas querer não basta... que bosta!!!
E foi essa conclusão consentida.
Felizmente, estamos menos românticas

senti ansiedade. depois confusão e tristeza
mas o amor não era para se desconstruir e renovar?
e outras coisas que escreveu Emma Goldman?

acho que me perdi nas analogias da minha cabeça
e me perdi, aérea, do caminho planejado.
me perdi também nas suas e minhas contradições
e nos limites da sua individualidade.

me ame, mas saiba me deixar
porque eu sou vela que se infla na sua borrasca
num barco sobre águas em calmaria