sábado, 21 de março de 2015

Back to the Old House



I would rather not go
Back to the old house
I would rather not go
Back to the old house
There's too many
Bad memories
Too many memories
There ...
There ...
There ...
When you cycled by
Here began all my dreams
The saddest thing I've ever seen
And you never knew
How much I really liked you
Because I never even told you
Oh, and I meant to
Are you still there ?
Or ... have you moved away ?
Or have you moved away ?
Oh ...
I would love to go
Back to the old house
But I never will
I never will ...
I never will ...
I never will ...

Link: http://www.vagalume.com.br/the-smiths/back-to-the-old-house.html#ixzz3V2HPlI5D

sábado, 29 de novembro de 2014

fuga número X

Vem que eu levo você até a ducha.
Deixa, bonita, eu lhe guiar.

Tiro suas roupas suadas
E lambo o sal do seu rosto de poeira do asfalto do centro
Com água que refresca sua mente funcional.

Fecha os olhos e escuta
O som dos ônibus no terminal,
Os sabiás que cantam sua primavera,
Os passantes subindo a ladeira.
As cigarras fazendo jogral

A luz do fim da tarde caindo entra pelo basculante.
E seu rosto se pinta de laranja

E nesse ambiente, que sem querer preparei.
Moldado pelos rituais do cotidiano
Massageio seus ombros, suas costas e afago seus seios
E descendo vou lhe apalpando até lhe afogar
Na torrente de sensações indefiníveis
Onde queria levar-lhe.

De um tempo à outro em que somos relógios.



Dizem as más línguas
Porque as boas preferem o silêncio.

sábado, 22 de novembro de 2014

Desespero

Você é uma pessoa ruim
Que busca em um suposto altruísmo
A cura dos seus defeitos

Não, eu não sou mais uma poesia sua,
Em um papel em que escreve, escolhe as palavras e mete no bolso do casaco.
Eu não aceito mais você me condicionando.

Quando eu comecei a questionar
As pessoas do meu entorno
Porque acreditava cegamente em você
Eu te questionei tanto, desde o início

E porque eu não conseguia aguentar
Ter de mentir pra todos do meu entorno -
enquanto o seu permanecia impecável -
E deslegitimar o relato de uma companheira
Porque você acreditava no de um homem
E me convenceu dele,
Aos poucos nele fui acreditando.

Agora pelas minhas próprias contradições
E as desse meu entorno,
Não volto para onde estava
"Onde não me alimenta."

Mas de lá perdi muita coisa
E outras me oferecesse como uma falsa recompensa
Falsas amizades, falsas compreensões
Falsa você. Contraditória você;

Agora eu entendo a confusão no meu cérebro
E entendo a minha revolta
E a minha agonia com a sua presença.

Quanto de lábia e argumentação
Você acrescenta à sua beleza física inegável
Para enganar?


domingo, 26 de outubro de 2014

O teu Silêncio



O teu silêncio
Ora sussurra coisas
Ora grita.

Palavras indizíveis
De uma agonia profunda e inatingível.

Como um diálogo de brisas e ventanias
Me ponho como um catavento
Confuso interprete de mudanças
No curso dos ventos da tua alma.

Como gostaria de poder te ajudar
A entender as direções
Norte, Sul, Leste, Oeste

E as subdireções
Ventos tortuosos
Nos ensinam melhor que os certeiros.

Mas não diga nada
"Sentimentos são intensos e palavras são triviais."
Apenas sopre

Na medida que minhas pás de papel aguentarem,
Te direi qualquer coisa sem um sentido evidente.


sábado, 25 de outubro de 2014

- Mas e o que tu quer?
- Eu quero estar com ela - eu a amo. 

Aconteceu algo entre os meus excessos,
emoções inflamadas e carências.
Não aconteceu: meu ego me tomou de assalto.
Violento, por estar sufocado
Furioso, por ter baixado a guarda
E cedido ao controle sorrateiro e invisível alheio.
Convencido por coisa nenhuma.

Predatório, ele cresceu
E exigiu um sistema solar para si
Frustrado, se debateu de raiva
Murchou
E agora não tem mais nada
Além de melancolia
e tateadas no escuro
Em busca da felicidade.

Do meu peito

Não posso querer mais de você
Que interrompa sua liberdade

Também não posso me tornar tão insensível
Que a sua distração tranquila
E serena não me apaixone imediatamente.

Isto não é um mea culpa - ou sua.
Já temos a sociedade à nos atribuir, enquanto mulheres e
Que tanto lutamos para que acabe. 

Isto é uma reflexão de cumplicidade.
De um grande amor

De um sincero amor altruísta e
Cúmplice da nossa ousadia
De nos querermos livres

Por isso cria e transforma sempre, minha linda
Seus novos cosmos e espaços
Que eu lhe dou a mão
Discorde comigo para nos vermos autênticas
E me abrace

Enquanto formos companheiras de amor, lutas e orgasmos.