sexta-feira, 26 de setembro de 2014

- To até agora com o livro pra te dar.
- Hahaha. Qual?
- O que roubei pra ti em Montevidéu. Demian, do Hermann Hesse. Soou até poético.

Pena não ter cruzado o Prata a nado
Pues plata no había
Para ver mi negrita
Que estava do outro lado

Aí fiquei ao léu, com o Leo,
Vadiando, lamentando,
Mirando o poente melancólico de Sacramento

Pensando o próximo encontro,
Talvez no Porto
Talvez em los Aires
Seja lá onde estiver o colchão
Que registra nossos orgasmos
Nos abracemos às ganas de nos acabarmos
Em noites deliciosas

Que nossas memórias marcam.



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