domingo, 26 de outubro de 2014

O teu Silêncio



O teu silêncio
Ora sussurra coisas
Ora grita.

Palavras indizíveis
De uma agonia profunda e inatingível.

Como um diálogo de brisas e ventanias
Me ponho como um catavento
Confuso interprete de mudanças
No curso dos ventos da tua alma.

Como gostaria de poder te ajudar
A entender as direções
Norte, Sul, Leste, Oeste

E as subdireções
Ventos tortuosos
Nos ensinam melhor que os certeiros.

Mas não diga nada
"Sentimentos são intensos e palavras são triviais."
Apenas sopre

Na medida que minhas pás de papel aguentarem,
Te direi qualquer coisa sem um sentido evidente.


sábado, 25 de outubro de 2014

- Mas e o que tu quer?
- Eu quero estar com ela - eu a amo. 

Aconteceu algo entre os meus excessos,
emoções inflamadas e carências.
Não aconteceu: meu ego me tomou de assalto.
Violento, por estar sufocado
Furioso, por ter baixado a guarda
E cedido ao controle sorrateiro e invisível alheio.
Convencido por coisa nenhuma.

Predatório, ele cresceu
E exigiu um sistema solar para si
Frustrado, se debateu de raiva
Murchou
E agora não tem mais nada
Além de melancolia
e tateadas no escuro
Em busca da felicidade.

Do meu peito

Não posso querer mais de você
Que interrompa sua liberdade

Também não posso me tornar tão insensível
Que a sua distração tranquila
E serena não me apaixone imediatamente.

Isto não é um mea culpa - ou sua.
Já temos a sociedade à nos atribuir, enquanto mulheres e
Que tanto lutamos para que acabe. 

Isto é uma reflexão de cumplicidade.
De um grande amor

De um sincero amor altruísta e
Cúmplice da nossa ousadia
De nos querermos livres

Por isso cria e transforma sempre, minha linda
Seus novos cosmos e espaços
Que eu lhe dou a mão
Discorde comigo para nos vermos autênticas
E me abrace

Enquanto formos companheiras de amor, lutas e orgasmos.