Vem que eu levo você até a ducha.
Deixa, bonita, eu lhe guiar.
Deixa, bonita, eu lhe guiar.
Tiro suas roupas suadas
E lambo o sal do seu rosto de poeira do asfalto do centro
Com água que refresca sua mente funcional.
Fecha os olhos e escuta
O som dos ônibus no terminal,
Os sabiás que cantam sua primavera,
A luz do fim da tarde caindo entra pelo basculante.
E seu rosto se pinta de laranja
E nesse ambiente, que sem querer preparei.
Moldado pelos rituais do cotidiano
Massageio seus ombros, suas costas e afago seus seios
E descendo vou lhe apalpando até lhe afogar
Na torrente de sensações indefiníveis
Onde queria levar-lhe.
De um tempo à outro em que somos relógios.
E lambo o sal do seu rosto de poeira do asfalto do centro
Com água que refresca sua mente funcional.
Fecha os olhos e escuta
O som dos ônibus no terminal,
Os sabiás que cantam sua primavera,
Os passantes subindo a ladeira.
As cigarras fazendo jogral
E seu rosto se pinta de laranja
E nesse ambiente, que sem querer preparei.
Moldado pelos rituais do cotidiano
Massageio seus ombros, suas costas e afago seus seios
E descendo vou lhe apalpando até lhe afogar
Na torrente de sensações indefiníveis
Onde queria levar-lhe.
De um tempo à outro em que somos relógios.
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