sábado, 22 de novembro de 2014

Desespero

Você é uma pessoa ruim
Que busca em um suposto altruísmo
A cura dos seus defeitos

Não, eu não sou mais uma poesia sua,
Em um papel em que escreve, escolhe as palavras e mete no bolso do casaco.
Eu não aceito mais você me condicionando.

Quando eu comecei a questionar
As pessoas do meu entorno
Porque acreditava cegamente em você
Eu te questionei tanto, desde o início

E porque eu não conseguia aguentar
Ter de mentir pra todos do meu entorno -
enquanto o seu permanecia impecável -
E deslegitimar o relato de uma companheira
Porque você acreditava no de um homem
E me convenceu dele,
Aos poucos nele fui acreditando.

Agora pelas minhas próprias contradições
E as desse meu entorno,
Não volto para onde estava
"Onde não me alimenta."

Mas de lá perdi muita coisa
E outras me oferecesse como uma falsa recompensa
Falsas amizades, falsas compreensões
Falsa você. Contraditória você;

Agora eu entendo a confusão no meu cérebro
E entendo a minha revolta
E a minha agonia com a sua presença.

Quanto de lábia e argumentação
Você acrescenta à sua beleza física inegável
Para enganar?


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